18,3% das compras de moda vêm de redes sociais
Redes sociais e vídeos lideram descoberta de moda no Brasil, com 18,3% da jornada. Marketplaces fecham 48,3% das vendas.

Em números
- 18,3%
- Participação das redes sociais e vídeos na descoberta e consideração de produtos de moda
- 48,3%
- Compras online finalizadas em marketplaces
- 55%
- Consumidores brasileiros que já compraram por redes sociais
Redes sociais e vídeos se consolidaram como os principais impulsionadores da jornada de compra de moda no Brasil, respondendo por 18,3% da descoberta e consideração de produtos, segundo o estudo State of Channels 2027, realizado pela Conversion e Similarweb segundo o mercadoeconsumo.com.br. O dado revela uma transformação profunda no comportamento do consumidor: plataformas como Instagram, TikTok e YouTube deixaram de ser apenas espaços de entretenimento para se tornarem verdadeiros pontos de venda. Para marcas e varejistas, isso exige uma reestruturação urgente nas estratégias de marketing, conteúdo e conversão.
Descoberta e consideração em disputa
Na etapa inicial da jornada — a descoberta de produtos — os marketplaces lideram com 23,1% de participação, seguidos por redes sociais e vídeos, com 19,7%, e sites ou aplicativos oficiais, com 16,7%. Juntos, esses três canais representam 59,4% dessa fase do processo de compra, o que mostra a concentração de influência em poucos pontos de contato.
Já na descoberta de marcas, as redes sociais assumem a liderança com 23,1%, enquanto os marketplaces ficam com 17,3% e os sites oficiais com 12%. Na fase de consideração, a disputa se acirra: redes sociais e vídeos têm 18,8% da participação ponderada, contra 17,1% dos marketplaces — uma diferença de apenas 1,7 ponto percentual. Essa proximidade indica que o conteúdo visual e orgânico está ganhando terreno frente à estrutura comercial dos marketplaces.
Conclusão das compras: domínio dos marketplaces
Apesar do papel estratégico das redes sociais na descoberta, a conclusão das compras ocorre majoritariamente em outros ambientes. Os marketplaces concentram 48,3% das compras online analisadas, quase metade do total. Em seguida, vêm sites e aplicativos oficiais, com 29,1%, e lojas online especializadas, com 16,3%.
No tráfego direto para sites de moda, o acesso direto lidera com 26,1% das visitas, seguido por busca paga (17,6%), display (17,3%) e busca orgânica (16,3%). Juntos, acesso direto, busca paga e display respondem por 61% do tráfego digital. Esse comportamento se repete no último caminho lembrado antes da compra: o acesso direto representa 45,8% das declarações, mais que o dobro da busca, com 19,2%.
Shein lidera visitas e downloads
Entre os domínios de moda, a Shein lidera com 734 milhões de visitas no período analisado, segundo dados da Similarweb segundo a Prensa Mercosur. A Lojas Renner aparece em segundo, com 200 milhões, seguida por Riachuelo (96,8 milhões), C&A (90,8 milhões) e Arezzo (44,7 milhões). Os cinco primeiros concentram 48,3% das visitas observadas, sendo que a Shein sozinha representa 28% do total.
No ambiente mobile, a Shein também domina, com 35,1 milhões de downloads e média diária de 8,2 milhões de usuários ativos (DAU). A Lojas Renner vem em segundo, com 6,8 milhões de downloads e 1,2 milhão de DAU. Apesar da liderança da Shein, os demais aplicativos no ranking são brasileiros — como Riachuelo, Enjoei e Dafiti —, mostrando a força de marcas nacionais no mobile.
O que isso muda para a sua empresa
- Invista em conteúdo que converte: Redes sociais não são mais apenas canais de alcance. Publicações e vídeos precisam ser pensados com gatilhos de venda, como links diretos, descrições persuasivas e chamadas para ação claras.
- Explore o live commerce: Transmissões ao vivo com produtos em demonstração aumentam a conversão. Marcas de moda, beleza e casa já veem resultados com esse formato, especialmente no TikTok Shop.
- Integre seus canais: O consumidor espera comprar em redes sociais, marketplaces e lojas oficiais com a mesma experiência. Unifique estoque, atendimento e dados para oferecer jornadas fluidas.
- Meça além do engajamento: Curtidas e visualizações não bastam. Relacione o conteúdo ao número de vendas, custo de aquisição e receita gerada por canal.
- Prepare-se para o social commerce: Plataformas como Instagram e TikTok estão se tornando lojas completas. Tenha catálogos atualizados, atendimento integrado e fluxos de checkout otimizados.
O que observar nos próximos meses
O crescimento do social commerce exige atenção contínua. O avanço de formatos como vídeos compráveis e lives comerciais — impulsionados pelo TikTok Shop, que teve aumento de 161 vezes no valor médio diário de vendas em um ano — exige integração entre conteúdo, atendimento e dados segundo o Estado de Minas. Pesquisa da Adyen mostra que 55% dos brasileiros já compram por redes sociais e 64% esperam experiências unificadas entre canais. Para quem empreende, o recado é claro: quem não estiver presente onde o consumidor descobre, considera e decide, corre o risco de ficar para trás.
sources: https://mercadoeconsumo.com.br/03/11/2026/ecommerce/redes-sociais-e-videos-lideram-jornada-de-compra-de-moda-com-183/ https://prensamercosur.org/2026/11/04/brasil-redes-sociais-e-videos-lideram-jornada-de-compra-de-moda-com-183/ https://www.em.com.br/mundo-corporativo/2026/08/7486063-compras-pelas-redes-sociais-avancam-no-mercado-brasileiro.html coverStat: 55% coverVariant: paperNúcleo de apuração do Pulso. Acompanha o noticiário de negócios e tecnologia e reescreve os fatos com as fontes citadas e linkadas.


