5 startups criadas por alunos em 7 minutos
Estudantes da Saint Paul apresentaram ideias inovadoras em competição com banca de CEOs e investidores. Vencedores ganham mentoria e exposição na EXAME.

Em números
- 7 minutos
- tempo limite para cada pitch de startups apresentado pelos alunos
- 15 minutos
- duração total de cada apresentação, incluindo sabatina
- 5 grupos
- finalistas que competiram no Pitch Day Challenge
Em uma simulação realista do cenário de captação de recursos, alunos do curso de Administração da Escola de Negócios Saint Paul colocaram suas ideias de negócio à prova diante de uma banca composta por CEOs, reitores e investidores-anjo. O Pitch Day Challenge, realizado em junho de 2026, reproduz o formato de programas como Shark Tank e tem como objetivo central conectar a teoria acadêmica à prática empreendedora. Segundo o Exame, cinco grupos finalistas apresentaram modelos de negócios com viabilidade financeira, inovação e potencial de impacto social e econômico.
Como funciona o Pitch Day Challenge
Cada equipe teve exatos 7 minutos para expor seu pitch, seguidos por 8 minutos de sabatina com a banca avaliadora — totalizando 15 minutos de imersão total em negócios. O formato, apertado e exigente, espelha o que startups reais enfrentam em rodadas de captação: clareza de ideia, velocidade na comunicação e capacidade de defesa estratégica sob pressão.
A banca foi composta por nomes de peso do ecossistema de inovação e educação: Adriano Mussa (reitor da graduação da Saint Paul), Pedro Valente (CEO da EXAME), Renata Faber (diretora de ESG da EXAME), Erik Nybo (CEO da Bits Academy e ex-professor do Insper), além de investidores-anjo como João Olivério, Luiz Amboni (representante da rede Insper Angels) e Rafael Matoso (da Caravela Capital).
A decisão final foi baseada em dois critérios: 80% da nota veio da avaliação técnica da banca, que analisou modelo de negócios, viabilidade financeira e escalabilidade. Os 20% restantes foram definidos pelo voto do público, coletado em tempo real por meio de QR Code durante a transmissão do evento. O modelo, segundo o Exame, busca simular o ambiente real de captação, onde clareza, propósito e execução são fatores decisivos.
Prêmios que impulsionam carreiras
Os ganhos vão muito além de um troféu. O grupo campeão recebe mentoria exclusiva de um docente da Saint Paul voltada à preparação para competições reais de mercado, feedback direto de um investidor-anjo com foco em captação, gravação de um episódio de podcast sobre a solução criada e uma matéria exclusiva no site da EXAME. Além disso, terão a oportunidade de apresentar o projeto diretamente para um investidor com potencial de conversão em aporte.
Os segundos colocados garantem visibilidade com uma matéria dedicada no site da EXAME e destaque nas redes sociais da faculdade. Já os terceiros colocados são reconhecidos com publicação especial nas redes da instituição, além de certificado e troféu.
O que isso muda para a sua empresa
- Tempo de apresentação é ouro: mesmo em estágios iniciais, saber comunicar valor em até 7 minutos pode abrir portas. Empreendedores devem treinar pitchs curtos, claros e com dados concretos.
- Feedback em tempo real é treinamento valioso: a sabatina com especialistas simula o que acontece em rodadas reais. Empresas podem adotar dinâmicas semelhantes para testar ideias internamente.
- Visibilidade conta: prêmios com exposição na mídia e redes sociais aumentam a credibilidade. Startups devem buscar parcerias com veículos e instituições para ampliar seu alcance.
- Educação prática forma talentos prontos para o mercado: empresas que se aproximam de instituições com esse tipo de iniciativa têm acesso antecipado a jovens com perfil empreendedor e habilidades atualizadas.
- Interdisciplinaridade gera inovação: como destacado no plano de aula do Planejamentos de Aula, o empreendedorismo envolve economia, sociologia e sustentabilidade — áreas que, quando integradas, potencializam soluções criativas.
O que observar nos próximos meses
O Pitch Day Challenge da Saint Paul é um sinal claro de que o futuro do ensino está na prática. Nos próximos meses, é provável que mais instituições adotem formatos semelhantes, integrando estudantes ao ecossistema de inovação desde cedo. Empreendedores e gestores devem acompanhar essas iniciativas como fonte de talentos, parcerias e até novos modelos de negócio. A linha entre sala de aula e mercado está cada vez mais tênue — e quem souber aproveitar esse movimento, sai na frente.
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