HackaPOA leva 136 empreendedores a eventos de inovação em 2026
Programa da Prefeitura de Porto Alegre conectou mais de 100 empreendedores de periferias a eventos como South Summit e Semana Caldeira, ampliando acesso a redes e capacitação.

Em números
- 136
- empreendedores selecionados em 2026
- 3
- edições do HackaPOA no ano
- 18
- comunidades de Porto Alegre representadas
O programa HackaPOA, promovido pela Prefeitura de Porto Alegre, conectou mais de 100 empreendedores de comunidades periféricas a grandes eventos de inovação ao longo de 2026. Segundo a Prefeitura de Porto Alegre, foram 136 participantes selecionados nas três edições realizadas neste ano, provenientes de 18 bairros como Restinga, Bom Jesus, Campo Novo, Humaitá, Sarandi e Morro da Cruz. Eles atuam em áreas diversas — alimentação, moda, tecnologia, beleza, serviços e economia criativa — e estão em diferentes fases: desde negócios informais até empreendimentos formalizados e projetos em fase inicial.
As edições do HackaPOA em 2026 incluíram participação no South Summit Brasil (março), na Feira Brasileira de Varejo (FBV, maio) e na Semana Caldeira (setembro), promovida pelo Instituto Caldeira. Esses eventos são pontos de convergência para investidores, aceleradoras, mentores e redes de apoio ao empreendedorismo, normalmente de difícil acesso para quem está fora dos centros tradicionais de inovação. Segundo a VivaPOA, a terceira edição levou 36 empreendedores a uma semana intensiva de capacitação, trocas de experiência e networking.
Conexão com o ecossistema de inovação
O HackaPOA nasceu em 2025 com o objetivo de desburocratizar o acesso ao ecossistema de inovação, muitas vezes concentrado em espaços elitizados ou com barreiras de entrada altas. A iniciativa é coordenada pelo Gabinete de Inovação da Prefeitura e conta com parcerias estratégicas com Sebrae, Unisinos, Tecnopuc, Semente Negócios, Sindilojas/RS, Co.nectar Hub, Instituto Caldeira e CIEE/RS. Essa rede amplia o alcance do programa e garante que os participantes tenham acesso a mentoria, formação e oportunidades reais de escalar seus negócios.
“O HackaPOA mostra que a inovação também acontece nos territórios e que existem muitos empreendedores com ideias, talento e vontade de crescer”, afirmou Luiz Carlos Pinto, secretário municipal de Inovação, em declaração à Prefeitura. “Ao longo do ano, conseguimos aproximar essas pessoas de conhecimento, conexões e oportunidades que podem fazer diferença na trajetória de seus negócios.”
Além das participações em eventos de grande visibilidade, o programa realizou ativações locais em seis territórios — Restinga, Morro da Cruz, Bom Jesus, Cruzeiro, Mário Quintana e Farrapos — e promoveu oficinas de capacitação no Co.nectar Hub e no Instituto Caldeira, fortalecendo a base local de empreendedorismo.
Impacto real para negócios de base comunitária
Para Thaiana Lima, do bairro Bom Jesus e fundadora da TLC Gestão e Educação Financeira, o HackaPOA foi um divisor de águas. “Estar participando da iniciativa é muito importante para mim. O programa nos possibilitou conhecer novas iniciativas, além de promover a conexão com pessoas que podem me ajudar a levar meu negócio adiante”, contou. Sua experiência ilustra como o acesso a redes pode transformar um projeto individual em uma operação com maior impacto social e econômico.
Fernanda Medina, empreendedora da Cuias Delicadas — empresa de adereços tradicionalistas —, destacou o crescimento pessoal e profissional. “O meu negócio começou da sala da minha casa e hoje eu tenho uma loja física. Participar do evento me trouxe muito conhecimento, gerando conexões e mais informações para incorporar no meu dia a dia, crescer como empreendedora e também levar informação para outras pessoas que querem criar o seu negócio”, afirmou.
O que isso muda para a sua empresa
- Acesso a eventos de inovação não é mais privilégio de quem está no centro: programas como o HackaPOA democratizam o acesso a eventos como o South Summit e a Semana Caldeira, que antes eram difíceis de alcançar para empreendedores de periferia. Isso abre portas para parcerias, investimentos e visibilidade.
- Capacitação prática e com foco em realidade local: as oficinas e mentorias oferecidas são adaptadas às necessidades de negócios informais e de pequeno porte, com foco em gestão, marketing e escala — conhecimentos essenciais para quem quer sair do informal.
- Redes de apoio se ampliam com parcerias institucionais: a articulação entre Prefeitura, Sebrae, Sindilojas e instituições de ensino cria um ecossistema de suporte que vai além do evento, com possibilidade de continuidade em programas de aceleração ou linhas de crédito.
- Empreendedorismo comunitário ganha legitimidade: ao conectar negócios locais a grandes plataformas, o HackaPOA ajuda a quebrar estigmas e mostra que inovação não depende de localização geográfica, mas de estrutura de apoio.
- Modelo escalável para outras cidades: o sucesso do programa em Porto Alegre pode inspirar políticas públicas semelhantes em outras capitais, ampliando oportunidades para empreendedores de periferia em todo o país.
O que observar nos próximos meses
O HackaPOA encerrou suas atividades de 2026 com a participação na Semana Caldeira, mas já anunciou novas ações para 2027. O que está em jogo vai além da inclusão: é a construção de um novo modelo de desenvolvimento econômico, onde empreendedores de comunidades têm voz, visibilidade e acesso real a oportunidades. Para quem empreende, o recado é claro: fique atento a editais, inscrições e parcerias locais. Programas como esse podem ser o pontapé para escalar um negócio — e transformar uma realidade individual em impacto coletivo.
sources: https://prefeitura.poa.br/gi/noticias/hackapoa-conecta-mais-de-100-empreendedores-grandes-eventos-de-inovacao-em-2026 https://www.vivapoa.com/noticia/1112/porto-alegre/negocios/hackapoa-conecta-empreendedores-de-comunidades-ao-ecossistema-de-inovacao.htmlNúcleo de apuração do Pulso. Acompanha o noticiário de negócios e tecnologia e reescreve os fatos com as fontes citadas e linkadas.


