54% das financeiras priorizam cibersegurança, aponta estudo
Setor financeiro lidera maturidade em cibersegurança no Brasil, com 77% de índice médio. Crise no setor pode gerar prejuízo de US$ 98 mi.

Em números
- 77%
- média de maturidade em cibersegurança no setor financeiro
- 54%
- das instituições que priorizam segurança digital
- US$ 98,43 mi
- impacto estimado em caso de crise cibernética
Cerca de 54% das instituições financeiras no Brasil consideram a cibersegurança uma prioridade estratégica, segundo levantamento da SoftExpert divulgado pelo Agora Litoral. Esse dado não é apenas um reflexo da crescente ameaça cibernética, mas um sinal claro de que a proteção digital deixou de ser uma preocupação técnica para se tornar um pilar central nas decisões empresariais.
O setor financeiro também lidera o ranking de maturidade em cibersegurança entre os segmentos brasileiros, com média de 77%, segundo pesquisa setorial conduzida pelo Markets Innovation & Technology Institute (MiTi) e patrocinada pela FTI Consulting, citada no TI INSIDE Online. A média geral entre todos os setores é de 58%, um avanço significativo frente aos 53% registrados em 2024. Esse crescimento demonstra que as empresas estão, de fato, acelerando sua transformação digital com maior consciência de risco.
Impacto financeiro e reputacional
Um dos dados mais impactantes do levantamento é o potencial prejuízo em caso de ataque: no setor financeiro, o impacto estimado chega a US$ 98,43 milhões, o maior entre todos os segmentos, segundo o TI INSIDE Online. Esse valor coloca a cibersegurança diretamente na agenda de sustentabilidade financeira e de governança corporativa.
Além do prejuízo direto, o dano reputacional é considerado ainda mais crítico por 72% dos entrevistados. “Recuperar a confiança leva três vezes mais tempo quando não existe uma estratégia de comunicação transparente previamente estabelecida”, afirma Adriana Prado, diretora executiva da FTI Consulting, no TI INSIDE Online. Isso mostra que uma resposta técnica eficiente não basta: é preciso planejamento institucional, com equipes de comunicação, jurídica e operações alinhadas.
Lacunas e desafios persistentes
Apesar do avanço, o estudo revela lacunas preocupantes. Apenas 21% das empresas alocam recursos de cibersegurança de forma sistemática no planejamento financeiro, o que indica que, para a maioria, a proteção digital ainda não está integrada à estratégia de longo prazo. Outro dado alarmante: 56% das empresas ainda operam sem um CISO (Chief Information Security Officer) dedicado ou liderança equivalente, o que compromete a governança e a tomada de decisões rápidas em crises.
Na preparação prática, 30% das empresas não realizam treinamentos com simulações robustas de ataques, e 20% não têm qualquer tipo de treinamento. Isso é especialmente grave diante da sofisticação crescente de ameaças como ransomware e ataques direcionados (phishing avançado). “A forma como a empresa responde à crise muitas vezes é mais importante do que a crise técnica em si”, alerta Prado.
O que isso muda para a sua empresa
- Integre a cibersegurança ao planejamento estratégico: Não basta ter um departamento de TI. Empreendedores devem incluir riscos cibernéticos em seus planos de negócios, orçamentos e metas de curto e longo prazo.
- Invista em liderança especializada: A falta de um CISO ou função equivalente é um risco operacional. Empresas de médio e grande porte devem considerar a contratação ou capacitação de um profissional com foco estratégico em segurança.
- Prepare sua equipe com simulações reais: Treinamentos teóricos não bastam. Exercícios práticos de resposta a incidentes ajudam a testar planos e reduzir o tempo de reação em crises.
- Comunique com transparência em caso de ataque: Ter um plano de comunicação institucional é tão importante quanto o técnico. Defina quem fala, como e quando, para manter a confiança de clientes e parceiros.
- Cuide da segurança em IA com urgência: Apenas 22% das empresas têm estratégia proativa para segurança em sistemas de inteligência artificial. Com o aumento do uso de IA, esse ponto exige atenção imediata.
O que observar nos próximos meses
O setor financeiro continua na vanguarda, mas o ritmo de adoção de boas práticas em outros segmentos ainda é desigual. Nos próximos meses, fique atento ao fortalecimento da governança em cibersegurança, especialmente com a crescente pressão regulatória e a expectativa de responsabilidade em caso de vazamentos. Além disso, a integração entre segurança, comunicação e liderança será cada vez mais cobrada. Empreendedores que ignorarem esse movimento correm o risco não só de perder dados, mas de comprometer a credibilidade e a continuidade do negócio. sources:
- https://agoralitoral.com.br/2026/10/28/ciberseguranca-e-prioridade-para-54-das-financeiras-aponta-estudo/
- https://tiinside.com.br/30/03/2026/pesquisa-aponta-setor-financeiro-na-lideranca-do-ranking-de-maturidade-em-ciberseguranca/
- https://securityleaders.com.br/ciberseguranca-e-prioridade-estrategica-nas-empresas-brasileiras-aponta-datafolha/
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