Yamaha RW700 traz motor de MT-07 e câmbio automático
Revelada em Milão, scooter aventureira combina motor de 69,3 cv com câmbio automatizado e tecnologia para uso urbano e off-road.

A Yamaha RW700 2027 foi apresentada em 2 de novembro de 2026, em Milão, como a principal novidade da nova família RW de scooters aventureiros. O modelo, revelado à imprensa antes da abertura do Salão EICMA 2026, combina o motor bicilíndrico de 689 cm³ da MT-07 com o câmbio automatizado Y-AMT, marcando a entrada da marca japonesa no segmento de scooters com vocação off-road — até então dominado pela Honda com a X-ADV 750.
Motor CP2 e câmbio Y-AMT: tecnologia de motocicleta em scooter
O coração da RW700 é o conhecido motor CP2 da Yamaha, um bicilíndrico paralelo de 689 cm³, refrigeração líquida e DOHC, usado em modelos como a MT-07, Ténéré 700 e Tracer 7. Segundo Motociclismo Online, ele entrega 69,3 cv a 8.250 rpm e torque máximo de 65 Nm entre 6.500 e 6.750 rpm. Uma versão limitada a 35 kW (47,6 cv) também está disponível para mercados com restrições de habilitação, como a categoria A2 na Europa.
O grande diferencial está na transmissão: o Yamaha Automated Manual Transmission (Y-AMT), segundo Overdrive. Diferente de um scooter com transmissão CVT, a RW700 usa uma caixa de seis marchas com acionamento automatizado, dispensando a alavanca de embreagem. O piloto pode escolher entre modo automático ou manual, com trocas feitas por interruptores no guidão — uma característica rara em scooters. A troca de marchas ocorre em cerca de 0,1 segundo, segundo a fabricante, e a lógica do sistema foi ajustada para uso fora de estrada, com trocas mais suaves e manutenção da marcha em situações de derrapagem.
Eletrônica avançada e versatilidade para o dia a dia
A scooter traz uma unidade de medição inercial (IMU) de seis eixos, que alimenta os sistemas eletrônicos de segurança. O Yamaha Ride Control (YRC) oferece cinco modos de pilotagem: Sport, Street, Eco, Explore e Explore+. Cada um ajusta a resposta do acelerador, o controle de tração e o comportamento do câmbio, permitindo adaptação ao asfalto ou a pisos irregulares.
Segundo SpaceMoney, o ABS pode ser desativado na traseira em modos off-road, e o controle de deslizamento ajuda a manter a estabilidade em curvas. Outros equipamentos incluem controle de cruzeiro, limitador de velocidade, painel TFT colorido de 5 polegadas com navegação Garmin StreetCross, porta USB-C e iluminação full LED. A conectividade MyRide permite integração com smartphones, facilitando o uso de navegação em tempo real — um diferencial para quem precisa se deslocar com eficiência.
Design, conforto e versão top de linha
A RW700 tem chassi tubular de aço, garfo invertido de 41 mm com 160 mm de curso e suspensão traseira com 155 mm de curso. A altura do assento é de 810 mm, e a distância mínima do solo chega a 170 mm, favorecendo o uso em estradas de terra. O tanque de 14 litros e consumo declarado de 4,1 litros a cada 100 km (24,4 km/l) garantem autonomia teórica de cerca de 340 km.
A versão RW700 Explore, mais equipada, traz suspensão dianteira com ajuste de pré-carga e amortecimento, assento e manoplas aquecidos com dez níveis, cavalete central e comandos retroiluminados. O peso sobe para 224 kg, contra 221 kg da versão padrão. Ambas usam rodas de 17 polegadas na frente e 15 atrás, com pneus Pirelli Scorpion Rally STR sem câmara. O modelo também permite ao piloto alternar entre posição sentada e em pé, graças às pedaleiras ajustáveis em quatro posições — um detalhe funcional para pilotagem em terrenos irregulares.
O que isso muda para a sua empresa
- Mobilidade urbana inteligente para entregas premium: A combinação de desempenho, autonomia e capacidade off-road abre espaço para empresas de entregas especializadas, como em logística urbana de última milha em áreas com infraestrutura mista (asfalto e terra). A proteção do garante maior segurança no transporte de cargas.
- Marca e imagem para negócios criativos: O design inovador e a tecnologia embarcada tornam a RW700 um ativo visual para startups, agências e empreendedores criativos que usam a mobilidade como parte da identidade da marca — como em eventos, tours urbanos ou serviços de concierge.
- Redução de custos operacionais com eficiência: O consumo de 24,4 km/l e a durabilidade do motor CP2, já testado em modelos como a Ténéré 700, indicam menor desgaste e menor necessidade de manutenção frequente, fator relevante para frotas pequenas ou autônomos.
- Adaptação a novos perfis de consumidores: Com a crescente procura por veículos versáteis, empresas do setor de mobilidade podem explorar modelos de aluguel ou assinatura para profissionais que precisam de mobilidade em rotas mistas — como consultores, fotógrafos ou técnicos de campo.
- Antecipação de tendências regulatórias: A versão limitada a 47,6 cv atende à categoria A2 europeia, o que pode facilitar a entrada em mercados com restrições de habilitação. Isso é estratégico para empresas que operam em cidades com políticas de mobilidade sustentável e restrições a veículos de alta cilindrada.
O que observar nos próximos meses
Ainda sem confirmação de lançamento no Brasil, a Yamaha RW700 já aparece no catálogo internacional da marca, segundo Overdrive. Isso aumenta as chances de chegada ao mercado nacional nos próximos meses, especialmente se houver demanda de frotas corporativas ou de empreendedores urbanos. O preço ainda não foi divulgado, mas deve se alinhar ao de concorrentes como a Honda X-ADV 750. Acompanhar os canais oficiais da Yamaha no Brasil e os desdobramentos do EICMA 2026 será essencial para antecipar oportunidades de negócio ou aquisição.
Em números
- 69,3 cv
- potência do motor CP2, equivalente ao da MT-07
- 24,4 km/l
- consumo médio declarado pela Yamaha
- 14 L
- capacidade do tanque de combustível
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