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BY Venture Partners abre sede em Lisboa com fundo de R$ 280 mi

Fundo de US$ 60 milhões será destinado a startups de IA nas fases iniciais; nova sede em Lisboa amplia acesso de fundadores europeus a capital global.

Foto: Steve Matthews / Unsplash

Em números

US$ 60 mi
valor do Fundo III voltado para startups de IA
15
investimentos já realizados no novo fundo
US$ 200 mi
ativos totais sob gestão da BY Venture Partners

A BY Venture Partners, gestora de capital de risco com sede no Dubai, anunciou o fechamento do seu terceiro fundo, no valor de US$ 60 milhões (cerca de R$ 280 milhões), inteiramente dedicado a startups de inteligência artificial (IA) em estágios iniciais. Paralelamente, a empresa inaugurou seu primeiro escritório europeu em Lisboa, marcando uma expansão estratégica no continente. O movimento reforça o papel de Portugal como hub tecnológico e amplia as oportunidades para empreendedores europeus com projetos escaláveis. Segundo o Tech.eu, o Fundo III já realizou 15 investimentos, com um portfólio previsto de 40 empresas.

O novo fundo será direcionado a startups nas fases pre-seed e Série A, com foco em empresas nativas de IA que atuem na transformação de fluxos de trabalho corporativos e tenham ambição de escala global desde o início. O veículo é ancorado pelo Dubai Future District Fund e conta com a participação de investidores institucionais e family offices, como a Multi Lane, a Transmed Capital e o Idriss Family Office, da Arábia Saudita. Com este aporte, os ativos sob gestão da BY Venture Partners ultrapassam US$ 200 milhões, segundo o Tech.eu.

Portugal como porta de entrada para a Europa

A escolha de Lisboa para sediar a nova base europeia não é simbólica: representa uma estratégia clara de aproximação com o ecossistema ibérico e europeu de inovação. Segundo o sócio-fundador Abdallah Yafi, a cidade e a região deixaram de ser polos regionais emergentes para se tornarem “verdadeiras rampas de lançamento” para inovação em IA e deep tech, segundo o Jornal Económico.

O escritório em Lisboa já conta com duas contratações locais na área de investimento e servirá como hub para fortalecer a atuação da gestora em mercados estratégicos como Madrid, Londres, Paris e Berlim — cidades que, segundo o sócio-fundador Ghaith Yafi, estão “avançando rapidamente no desenvolvimento de software nativo de IA”. A nova sede também facilitará o acesso de fundadores europeus a redes internacionais, capital experiente e oportunidades de expansão transfronteiriça.

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Investidores fundadores, com histórico comprovado

A BY Venture Partners é liderada por quatro sócios — Ghaith Yafi, Abdallah Yafi, Rami Jisr e Sohrab Jahanbani — todos com trajetórias como empreendedores e fundadores de startups. Esse perfil “operador” é um diferencial estratégico: a gestora se posiciona como “feita por fundadores, para fundadores”. Os Fundos I e II já ajudaram a criar quatro unicórnios e geraram retornos significativos para seus investidores, com um Founder Net Promoter Score de 87 — indicador de alto grau de satisfação entre os empreendedores apoiados.

Entre as empresas já investidas estão nomes como PQShield (segurança cibernética com IA), Onfido (verificação de identidade), Huspy (tecnologia imobiliária), Isometric (segurança de API) e Invisible (automação de processos com IA). O foco em IA nativa reflete uma tendência crescente: a integração profunda da inteligência artificial em produtos e serviços desde a concepção, não como um recurso adicional, mas como base do modelo de negócio.

O que isso muda para a sua empresa

  • Acesso a capital global com expertise prática: Fundadores europeus, especialmente em Portugal e Espanha, agora têm uma porta de entrada direta para um fundo com atuação global e experiência em escalar startups em múltiplos mercados. Isso reduz a dependência de rodadas em Silicon Valley ou Londres.
  • Validação para startups de deep tech: O foco em IA e tecnologia profunda sinaliza que o ecossistema está maduro para receber investimentos em áreas complexas, como segurança cibernética, automação e infraestrutura de software — áreas com alto potencial de escalabilidade.
  • Conexões internacionais mais acessíveis: A presença em Lisboa pode facilitar parcerias com investidores do Oriente Médio e da Ásia, além de abrir portas para expansão em mercados onde a BY já atua, como EUA e Índia.
  • Pressão por escalabilidade desde o início: O critério de “crescer globalmente desde o início” exige que empreendedores pensem em arquitetura de produto, compliance internacional e modelo de negócios com escala em mente — algo que pode elevar o nível médio das startups locais.
  • Oportunidade para talentos locais: As contratações em Lisboa indicam que a cidade pode se tornar polo de decisão em venture capital, atraindo profissionais com experiência em investimento e operação de startups.

O que observar nos próximos meses

A abertura de um escritório europeu por uma gestora baseada no Oriente Médio é um sinal forte: o centro de gravidade do venture capital global está se diversificando. Nos próximos meses, é essencial observar quais startups europeias serão as próximas a receber investimento do Fundo III, especialmente aquelas com foco em IA aplicada a setores tradicionais, como finanças, logística e saúde. Além disso, o desempenho do hub de Lisboa pode influenciar novas entradas de fundos internacionais no Sul da Europa. Para empreendedores, o recado é claro: projetos com base tecnológica sólida, visão global e capacidade de inovar em processos corporativos estão no radar de um novo tipo de investidor — experiente, operacional e com apetite por escala.

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